*** Sanctus...Sanctus...Sanctus *** E é importante apoiar-se numa comunidade ,mesmo que seja virtual,porque entre aqueles e aquelas que a compõem,encontram-se os que estão nos tempos em que o dia vai ganhando, pouco a pouco, à noite. Irm.Silencio

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Retiro Quaresmal dos Dominicanos de Lille- Domingo de Páscoa (tradução)


Colocamos a última tradução do Retiro Quaresmal dos Dominicanos de Lille que nos propusemos a fazer e partilhar durante a Quaresma, Semana Santa e Páscoa. Traduzir é sempre um risco. Pensamos que apesar de algumas dificuldades fomos fieis ao texto. Se uma só pessoa aproveitou já terá valido a pena. Desejamos que tenham sido algumas mais.
A todos e principalmente aos Dominicanos de Lille a nossa gratidão e abraço fraterno.

Fracassando, as faixas que jazem

«Vós ressuscitastes com Cristo»

Epístola de São Paulo aos Colossenses Cap 3, Vers 1

Tudo está consumado.

Consideremos esta hora confusa, momento incerto, noite e dia hesitam, o silêncio deixa perceber o acontecimento ainda em suspenso. O sol irá nascer, amanhecer, tudo está imóvel, parado. A pedra está rolada, o túmulo deserto. O morto não está lá. A morte não está aqui. A morte já não existe! Um vazio.
A palavra pode ser acorrentada? O verbo aprisionado? A carne aniquilada? A palavra pode estar silenciada, mas não morta. Ela pode ser negada, distorcida, amordaçada, mas ela continua o seu caminho. Não situemos esta negação apenas à escala de uma nação ou de um povo; mas cada vez que, mesmo entre irmãos, uma palavra não é escutada. Quando é enterrada viva. Atentar contra ela faz-se pelo silêncio quando é recusada ou desprezada, ou também pelo barulho é asfixiada ou anátema.  Mausoléu falador ou cenotáfio mudo? Mas a palavra mesmo esfacelada não pode calar-se. A carne mesmo triturada continua a amar. A vida mesmo esgotada prossegue o seu destino.
A morte está morta. Livre, o vivo permanece o que quer que lhe aconteça. A vida não se extingue, os vivos não morrem, os outros já o são. A palavra não cessa de falar, o amor não deixa de amar, o dom não para de se dar na carne e no sangue.
Nós estamos configurados a Cristo, na sua dádiva absoluta, pela nossa carne imolada pelo mundo; na sua paixão, pela nossa vida entregue¸ na sua ressurreição, já erguidos com Ele. Nós existimos ressuscitados, despertos, livres entre os mortos, desacorrentados… Somos tornados imortais, esperados na sala das núpcias: é a promessa ao ladrão. «O filho de Deus morreu: é credível pois é absurdo. Enterrado, ele ressuscita: está certo pois é impossível.» diz Tertuliano no século II. A nossa fé, a nossa vida em Deus, a ressurreição de Cristo atesta que estamos ressuscitados. Habitamos de hoje em diante uma carne completa, incorruptível, exactamente a mesma de Deus. Aleluia

3 comentários:

Maria-Portugal disse...

Aleluia!!

Agradecida pelo teu trabalho constante em traduções difíceis de textos densos de sentido e ricos de significado e o número de leituras no facebook demonstram que a semente caíu à terra.

Ressuscitou como disse e nós com Ele...

Aleluia!Aleluia!Aleluia!

Ana Loura disse...

Não tens que agradecer. Ninguém tem a não ser eu. Como já te disse se não fizesse a tradução talvez não os lesse todos. É uma forma de me obrigar a lê-los e entende-los melhor.
Beijos a todos

Anónimo disse...

Obrigada por todo o teu trabalho, Ana. Embora leia francês,é sempre mais fácil a língua materna, sobretudo para uma leitura meditada, e foram sobretudo estas meditações que me trouxeram à net nos últimos tempos. Bem hajas! Bjnh.
Santa Páscoa!
ALELUIA!

Lila