
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Santo Sepúlcro

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Trazer à memória, cumprir o futuro

Passam hoje vinte anos que seis Jesuítas, uma trabalhadora da sua residência e a sua filha foram assassinados em El Salvador na Universidade Centro Americana (UCA). O desproporcionado número de forças mobilizadas para este assassinato espelha a irracionalidade de um acto que não pode ser isolado de um contexto de violência em que tantos outros foram martirizados.
A arma destes mártires foi a palavra, o estudo e ensino, foi a capacidade que tiveram de "olhar para além dos muros da universidade"(Rodolfo Cardenal, sj) e de servirem os injustiçados e oprimidos. Fieis aos crucificados do seu povo levaram a sua entrega até às últimas consequências. A sua morte acabou por ser determinante para o processo de paz.
Nenhuma palavra é fiel à grandeza de quem soube fazer da Teologia e da Universidade verdadeiro serviço aos mais pobres. Mas podemos sempre, ao trazer à memória o testemunho destes mártires, agradecer a importância da Teologia da Libertação e aproveitar para nos perguntarmos a quem queremos servir. Particularmente no dia em que passam 20 anos em que uma universidade católica foi palco de um martírio, podemos perguntar a quem como educadores, professores, investigadores, alunos, queremos servir. O que vemos para lá dos muros das nossas escolas, universidades, casas e instituições?
"A Universidade Católica, a par de qualquer outra Universidade, está inserida na sociedade humana. Para a realização do seu serviço à Igreja, ela é solicitada - sempre no âmbito da competência que lhe é própria - a ser instrumento cada vez mais eficaz de progresso cultural quer para os indivíduos quer para a sociedade. As suas actividades de investigação, portanto, incluirão o estudo dos graves problemas contemporâneos, como a dignidade da vida humana, a promoção da justiça para todos, a qualidade da vida pessoal e familiar, a protecção da natureza, a procura da paz e da estabilidade política, a repartição mais equânime das riquezas do mundo e uma nova ordem económica e política, que sirva melhor a comunidade humana a nível nacional e internacional. A investigação universitária será dirigida a estudar em profundidade as raízes e as causas dos graves problemas do nosso tempo, reservando atenção especial às suas dimensões éticas e religiosas.
Quando for necessário, a Universidade Católica deverá ter a coragem de proclamar verdades incómodas, verdades que não lisonjeiam a opinião pública, mas que no entanto são necessárias para salvaguardar o autêntico bem da sociedade". (João Paulo II, Ex Corde Ecclesiae)
Aqui,nos TOQUES DE DEUS em 16 de Novembro de 2009
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
ATENÇÃO-------->Encontro

Dado a Ana estar no continente sugere-se um almoço para dia 23 ,com reunião no Rossio ,esquina da extinta loja das meias às 13 horas.
Dia 23,porque é o único dia que a Ana tem disponível na sua curta estadia.
De acordo?
"Amar-se vai ao ponto de partilhar um gafanhoto" (Provérbio de Madagáscar)
Partilhemos,pois!
sábado, 14 de Novembro de 2009
Minha Igreja,pesadelo e sonho
Como és contestável para mim, Igreja! E, no entanto, como te amo!
Como me fizeste sofrer! E, no entanto, quanto te devo!
Gostaria de te ver destruída. E, no entanto, tenho necessidade de tua presença.
Deste-me tantos escândalos! E, no entanto, me fizeste compreender a santidade.
Nunca vi nada de mais obscurantista, mais comprometido e mais falso no mundo. Mas também nunca toquei em nada tão puro, tão generoso e tão belo!
Quantas vezes tive vontade de bater em tua cara a porta de minha alma! E quantas vezes orei para um dia morrer em teus braços seguros!
Não, não posso me libertar de ti, porque eu sou tu, mesmo não sendo completamente tu!
Além disso, aonde iria eu? Construiria outra?
Mas não poderia construí-la, senão com os mesmos defeitos, porque são os meus defeitos que levo para dentro dela.
E, se a construísse, seria a minha igreja e não a Igreja de Cristo!
E já estou bastante velho para compreender que não sou melhor que os outros.
Ir, Carlos Carreto
Precisamos aprender a amar
A dificuldade de amar é devida à nossa fraqueza, uma verdadeira inversão de valores e uma desordem radical, como se o reino estivesse dentro de nós. Somos criaturas e nos consideramos criadores. Somos irmãos e queremos ser patrões.
Somos feitos para a liberdade e nos tornamos escravos de nós mesmos. Com efeito, não é nada fácil amar com uma cabeça como a nossa, com um coração como o nosso, com uma sensualidade como a nossa.
O homem que veio do deserto
sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
Partilha
Havia este testemunho no blog "Confessionário de um padre" que transcrevo: "
Caríssimo Padre, Passo pelo seu blog de vez em quando... desta vez não resisti. Queria apenas dizer-lhe que, todos, seja qual for a nossa vocação, passamos por momentos de cansaço em que nos sentimos presos e onde o coração reclama uma falsa liberdade que - bem o sabemos cá dentro - não o levaria a seguir a Ele mas a procurarmo-nos a nós mesmos.
Se este é um local de confidência, deixe-me fazer-lhe uma. Tenho 30 anos, sou casado e pais de três filhas (4, 2 e seis meses)sou professor universitário e preparo a minha tese de doutoramento. Para além disso exerço uma profissão liberal necessária para o sutento e educação dos meus... Por vezes chego a casa esgotado. Subo as escadas de mansinho...abro a porta: gritos - a do meio bateu na mais velha, a mais velha faz uma birra, a mais nova chora com fome, a minha mulher está com os nervos em franja, é preciso dar banhos, jantar, brincar no tapete da sala e deitar a criançada... lá para as 21h30 haverá sossego para ainda acabar uma tarefas...
Às vezes apetece-me fugir, dar dois berros, reclamar o meu descanso, o tempo para aquele livro, para aquela conversa, para poder investigar fora, etc...
Mas aquele é o meu lugar, onde me entrego aos outros e por eles a Deus.
6h30 da manhã: toca do despetador. A noite foi péssima. A mais velha tem uma otite, a do meio vomitou e a mais nova tem os dentes a nascer...
Levanto-me e arranjo-me. 7h00 entro numa Igreja para estar 30m a só com Deus e assitir à Santa Missa(sem a missa não viveria!)... Muitos vezes estou ensonado - que importa, estou por amor! - e só Lhe consigo dizer: Jesus, meu Jesus, estou cansado... quero oferecer-Te todo o meu dia, cada palpitação, para Ti, por amor... e quando à noite regresso a casa e subo as escdas de mansinho vou muito feliz, totalmente feliz: sei que me estou a dar em holocausto, até à última gota.
E enquanto afino a voz para uma canção que anime a minha mulher vou dizendo baixinho: Jesus, que eu faça boa cara... Um abraço"
Realmente creio que há muitas formas "de branquear a túnica no sangue do cordeiro"


