*** Sanctus...Sanctus...Sanctus *** E é importante apoiar-se numa comunidade ,mesmo que seja virtual,porque entre aqueles e aquelas que a compõem,encontram-se os que estão nos tempos em que o dia vai ganhando, pouco a pouco, à noite. Irm.Silencio

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Uma eremita incômoda, amável e incisiva.....

Uma eremita incômoda, amável e incisiva (Clicar no Link)

4 comentários:

vp disse...

Não existe Deus sem o outro meu irmão... tem sempre que passar por aí o meu encontro com o Pai...

Isolar-se é salutar e vital por vezes para encontrar equilíbrio interior... mas fomos "feitos-criados" para a comunhão... não dá para fugir a essa questão vital do Amor...

... não é por acaso que Deus se fez homem e faz-se comunhão com a humanidade...
... já abordei algo desse caminho tb num comentário em baixo no tema que a Irmã Maria partilhou do monge italiano Enzo Bianchi... esse é um dos "problemas" da vida monástica... o isolamento da nossa humanidade que precisa ser diariamente confrontada com a humanidade do outro(a)... é aí que o AMOR se faz realidade...tem que passar sempre pelo fogo da doação e morte em nós paara o outro… mesmo até nas "turras-manias" que nos cobrem a nudez barrenta que nos veste a alma.....

Maria disse...

Sim...essa "fricção" nota-se bem em "Dos homens e dos deuses".

Pessoas de culturas,origens,feitios,sensibilidades diferentes "obrigadas" a viverem juntas cada dia de muitos anos só mesmo com aquele cimento forte dos dons e frutos do ES.

E mesmo assim deve ser uma dura aprendizagem!

vp disse...

Pois.. sim… podem até dizer que os monges que vivem juntos já têm de sobra para testar o seu amor na vida diária em comunidade…

Puro engano… para quem foi monge sabe que é muito fácil criar defesas e esquemas para ir “aguentando-vivendo” com o outro na comunidade… e o silêncio (imaginem…!) ele mesmo pode ser uma dessas defesas… não a creditam, mas asseguro-vos que ele cria facilmente sem ninguém dar por ela um “corte” nas relações com aquele que nos incomoda ali… risos… não haviam pensado nisto.. pois lamento.. mas o silêncio monástico pode também ser uma arma terrível nas relações fraternas…

.. os livros da vida monástica não falam destas coisas.. é preciso vivê-la para perceber e conhecer essas coisas menos conhecidas do exterior… nem tudo o que luz é oiro … uma coisa é p romântico dos textos.. outra é a realidade do dia aa dia ali e olhem que não é para brincadeiras… só mesmo o Amor do Pai…

… um pouco parecido com os casamentos.. tudo muito lindo-perfeito.. mas quem vive com o outro(a) sabe melhor que ninguém… que sabor tem o “vinho” lá em casa… risos…

Mas essa é uma das riquezas ... e ela é possível por causa desse encontro com o outro... a cru… como ele é na verdade.. e aí… ou crescemos no amor ou… bom cala a boca…

vp disse...

..não é por acaso que as enfermidades mentais aumentaram muito nas comunidades monásticas e outras... conheci alguns monges que adoeceram depois e anos ali... um problema agudo nas comunidades da trapa tb… mas esse é outro tema e bem longo…