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sábado, 23 de março de 2013

Tradução do Retiro dia 22


Uma pedra no nosso jardim

«Por qual de todas as minhas obras me querem apedrejar»

Evangelho segundo São João, capítulp 10, vesículo 32
Mais uma vez, pedras para matar. Os fariseus não querem suprimi-lo pelo que Ele fez, mas pelo que Ele diz ser, o Filho de Deus. Blasfémia! No entanto, na Lei deles, quem não pode ser marcado com um traço de pluma, há um precedente: os juízes são chamados «deuses» pois o seu poder tem qualquer coisa de divino. E porque Jesus não se apoiaria nas suas obras? Elas estão em linha recta com as que Deus fez pelo seu povo, e deveriam ser suficientes para testemunharem a verdade. Perguntam-lhe cada vez mais e já não acreditam nele. O que ele quer, que O reconheçam através do que ele faz: Ele faz a obra do Pai, e o Pai não deseja outra coisa do que o que Jesus faz. Eles não têm senão um querer, que é a salvação do mundo-
É neste novo sentido que Jesus se revela Filho de Deus, no sentido de uma comunhão que os faz existir um para o outro e agir um com o outro.
Aqui está mais uma pedra no jardim dos seus adversários. E também no nosso, pois que depois de vinte séculos não paramos de tropeçar nesta afirmação: «O Pai e eu somos um» (Evangelho segundo São João, capítulo 10, vers 30). Dizer-se um com Deus, era uma blasfémia que conduziu Jesus à mais profunda rutura, ao abandono da Cruz. Hoje, quando confessamos a nossa fé em Cristo Deus e homem, sabemos até onde nos pode conduzir esse testemunho?
Ele sabe-o, mas ele escapa mais uma vez àqueles que procuram mata-lo. A sua hora ainda não tinha chegado, ela não tardará muito mais tempo

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