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Ver-te, Senhor
Na minha carne, eu verei Deus. Eu mesmo, O verei, os meus olhos olharão e não um outro. O meu coração arde dentro de mim.
Livro de Job, Cap18, Vers 26-27
A minha carne, eu sei, sou eu, a minha história, as ligações
que teço com os outros. A minha carne manifesta este ser interior que
rejuvenesce quando me aproximo de Deus, ou definha quando me afasto dEle, pois
Deus é a minha fonte, a minha origem.
Um lápis de luz desenha na minha carne um rosto ao longo dos
meus anos. Este rosto pinta-se mesmo com cores de eternidade. Tem como que um
ar de semelhança com o Céu. Eu ardo de desejo de Te ver, Senhor, agora.
Na obscuridade, esse desejo tropeça, cai mesmo, quando o teu
lugar parece vazio em mim e à minha volta, ou quando me pareces longe. Este
desejo prepara-me para que Te reconheça quando me despojo da mentira, das
minhas mascaras e defesas? Porque pressinto que é na tua morte no madeiro da
cruz que nascem, para mim, a confiança e o caminho para ti.
Não há qualquer necessidade de mentir diante de ti, de
mostrar um rosto que não é o meu, Os olhos que desejas para mim têm a beleza da
verdade.
Olhando Jesus ir até ao limite do Amor, Gregório de Nissa
comentava no Sec IV: «Seguir Deus por onde ele conduz, isso é ver Deus.» Dando
tempo e mesmo a minha vida ao meu próximo, eu caminho nos passos de jesus; eu
já vejo Jesus. Os olhos do meu rosto de eternidade brilham, então, de alegria.
É como se o Pai me dissesse: «O que espero de ti, é o teu coração. Que ele bata
pelos teus irmãos e por mim, por uma eternidade de delícias (Salmo 15, Vers 11)

4 comentários:
O que espero de ti, é o teu coração----não são precisas muitas palavras para dizer tudo!
Gostei particularmente desta meditação....
Um tesouro estas meditações, sobretudo esta... grato Ana...
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