O pôr a nu, trezentos Denários
«Os sumos-sacerdotes decidiram matar também Lázaro»
Evangelho segundo São João, Cap 12, Vers 10
Calar e fazer calar.
O assassinato seria o mesmo quer se tratasse de Cristo, de Lázaro ou de ti. Já à nascença de Jesus, Herodes mandou massacrar inocentes. Quando a palavra incarna, desencadeia o homicídio.
Os acontecimentos da vida de Cristo não podem ser contemplados isoladamente. É preciso que consideremos o conjunto.
É o mesmo, este filho que montado num burro se deixa aclamar como filho de David.
É o mesmo, este homem que se afunda na humanidade e que em breve nós veremos desfigurado.
É o mesmo, este réprobo que apesar de um corpo martirizado conserva a sua realidade divina e gloriosa
É o mesmo, este filho que sai vitorioso do túmulo e conserva a sua realidade humana humilhada mas transfigurada
Uma pessoa não se reduz ao que está vivendo. Não existe um Jesus rei, depois um Jesus crucificado, depois um jesus ressuscitado.
Existe uma única e mesma pessoa, uma carne inteira, única e eterna, vulnerável e incorruptível.
Esta carne posta a nu é-nos exposta sucessivamente nos acontecimentos de uma história mas não é fragmentada
O que quer que vivamos, é a mesma coisa para nós. É assim para todos que provêm de Deus e para Ele voltam

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