Não quero que anoiteça a esta hora…
Não quero ficar só sem nada ter…
Não quero ficar só sem nada ter…
Não tenho inspiração p’ra te prender,
Mas não me digas que te vais embora…
Na escuridão atroz que me devora
É tudo indigno de te merecer…
É tudo indigno de te merecer…
Talvez me queiras bem quando eu morrer…
Mas não me deixes ,por favor ,agora…..
Quis dar-te muito, e pouco me aceitaste…
Quis dar-te o céu e a vida , e não gostaste
Quis odiar-te ,e nunca fui capaz…..
Eu sei que tudo para Ti é Nada….
Às vezes desanimo ,fatigada,
Mas, mesmo assim não quero que te vás.
Maria Irene C. Ferreira. (20 Setembro 1974)
Foto: Comunhão Solene 4 de Junho de 1942

1 comentário:
Mas que sentido e q bonito o poema da tua Madrinha...voltei a ele quando li a última meditação do retiro...estamos tantas vezes a querer saltar para fora do abismo das nossas fragilidades...
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