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quinta-feira, 14 de março de 2013



A gramática do perdão


Comamos e festejamos. O meu filho estava morto e voltou a viver.

Evangelho segundo São Lucas, Cap 15, Vers 23-24

Os potenciais lapidadores retiram-se. Ouvem Jesus dizer: «aquele que nunca pecou lhe atire a primeira pedra» (Evangelho segundo São João Cap 8, Vers 7), eles ficaram a olhar-se no espelho das suas consciências!
De repente, só com a mulher, Jesus começa a falar no passado: «eles não te condenaram» (do mesmo Evangelho, 10), constacta sem erro ao qual é inútil voltar. Não se trata de tudo apagar como numa ardósia mágica. Esse passado de pecado existiu mesmo, mas não devemos ficar eternamente presos a ele. Depois Jesus fala no presente: «Nem eu te condeno» (do mesmo Evangelho 11). O perdão que oferece está ancorado na realidade do momento desse reencontro. Ele não está sujeito a qualquer condição. Tem a gratuitidade total do instante. Enfim, Jesus, oferece-lhe um futuro, um amanhã possível e novo: «Vai, e não peques mais. (do mesmo Evangelho 19). A partir de agora, não fiques mais fechada no que foste.
O filho pródigo passa também por esta gramática. Primeiro, o olhar lúcido sobre o passado: «pequei contra o céu e contra ti». A constatação de um presente diferente: «já não sou digno de ser considerado teu filho» (Evangelho segundo São Lucas) e enfim o olhar para o futuro: «Aceita-me como um dos teus servidores» (Evangelho segundo São Lucas). O seu Pai conhece um outro futuro, o do perdão: «depressa, tragam a túnica mais bela…Matem o vitelo mais gordo, comamos e festejamos. O meu filho estava morto e voltou a viver» (Evangelho segundo São Lucas)

Também eu desperdicei riquezas que me confiaram, muitas vezes eu teria de boa vontade apedrejado.

Ensina-me a olhar o futuro contigo.
Ó Cristo, faz-me pedir-Te que volte a viver.

1 comentário:

vp disse...

Todos já sentimos esse ABRAÇO... todos ansiamos repeti-lo....

Abraços... Paz e Bem...