A táctica da Floresta negra espiritual
4 Esta geração má e adúltera exige um sinal! Mas
sinal algum lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas.»
Evangelho
segundo Mateus, cap 16, Ver 4
-
Os meus encontros com o meu psicoterapeuta fazem-me muito bem, mas falta-me
ainda qualquer coisa. Não pensas que algumas «sessões» de adoração me
permitiriam de ficar ainda melhor?
Esta
observação interroga-nos sobre a nossa forma de viver a nossa fé. O que procuro
na minha oração e neste retiro? Uma relação mais íntima com Deus e com meus
irmãos ou um simples bem-estar um bocadinho egoísta? As consolações que
recebemos na nossa vida de fé são importantes, mas elas não são Deus. Elas não
me são na realidade oferecidas senão para me porem a caminho e me ajudarem a
aguentar-me quando a ladeira é muito íngreme. Portanto, atenção para nunca privilegiar
estas consolações comparando com o único Consolador, preferindo as
manifestações sensíveis de Deus ao próprio Deus.
O
verdadeiro conhecimento de Deus não se situa nunca ao nível dos sentidos, mas não
pode ser conseguido senão cavando todos os dias mais fundo, sem nunca nos
determos no caminho. Como saber, então, se a minha oração é boa e que não
sucumbo à gulodice espiritual? Santa Teresa de Ávila dá-nos mais uma vez a
chave: «a prova de que fizeste bem a oração, é que, acabando-a, tu terás uma
maior caridade pessoal» Se a minha Quaresma não me fizer crescer no amor ao meu
irmão, então é uma Quaresma vazia em que «o tentador, disfarçado de anjo da
luz» mais uma vez me enganou!
- Que queres que faça por ti,
pergunta o Senhor
- Senhor, ajuda-me a praticar
actos de caridade
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