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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Retiro Quaresmal do Dominicanos de Lille


Mais que um herói, um Deus que se empenha

E também fui Eu que ouvi o gemido dos filhos de Israel, que os egípcios reduziram à servidão, e recordei-me da minha aliança

Do Livro do Êxodo Cap6 Vers5

No convento a oração da manhã é demasiado cedo para o meu gosto. Basta dizer que, muito frequentemente, Deus tem de ouvir a minha queixa quando o despertador toca. É o reverso da medalha: cada compromisso tem o seu lote de contrariedades. Será portanto preciso resolvermo-nos a perder um pouco da nossa liberdade a cada compromisso que assumimos?
Quando não nos comprometemos, somos senhores do que fazemos e nada temos a esperar dos outros. Não dependemos senão de nós mesmos. Os filhos de Israel, eles, presos na sua situação de escravos, queixaram-se. Eles reconheceram-se dependentes de Deus. Eles afirmaram o futuro deles não poderia ser escrito sem Ele. Fiel à sua aliança com os filhos de Israel, Deus empenha-se em liberta-los.

O cego de Jericó vive também uma situação de dependência. Ele entrega-se aos que o pretendem conduzir. Ouvindo Jesus passar, o cego ousa interpela-Lo. Ao contrário do herói que guardaria invejosamente o seu poder, Jesus coloca-se na posição de servidor. A este cego, filho de Israel ele pergunta: «Que queres tu que eu faça por ti?- Que ou volte a ver”» (*). O primeiro dos nossos compromissos não seria o de reconhecer que toda a vida humana depende dAquele que no-la dá? Reconhecer-se dependente de Deus e não apenas das nossas próprias forçam far-nos-ia ganhar a liberdade que ele se compromete a dar-nos. E todos os nossos outros compromissos seriam então frutos dessa liberdade.



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