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Táctica do desencorajamento
1Depois, disse-lhes uma parábola sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer
Evangelho segundo São Lucas Cap 18, Vers 1
Diante da enormidade da tarefa e dos ataques incessantes do tentador, o desânimo agarrou o nosso sacerdote. A vontade de fugir para um mosteiro apodera-se dele mais uma vez. Ele pega, então, num guarda-chuva, no seu breviário e prepara o saco. Esta vez, a terceira, ele irá espera pela meia-noite para partir incógnito. Não há hipótese para ele. O sacristão está alerta e vigia-o já há alguns dias e de imediato faz soar o alarme. A população da aldeia sai à rua e obriga o seu pároco a regressar de imediato à casa paroquial. No dia seguinte de manhã, o Cura d’Ars irá desculpar-se: «fiz uma criancice»
Uma das tácticas preferidas do tentador é insinuar em nós o que Bernanos chamava o mais doce elixir do demónio, o desencorajamento: para quê orar se nada muda, para quê lutar para voltar a cair sempre?
Para combater este sentimento, é preciso lembrar-se que a nossa natureza está ferida pelo pecado. Se «o próprio justo peca sete vezes por dia», diz-nos o Livro dos Provérbios (*), porque nos espanta que também caiamos assim tantas vezes? O importante no combate contra o desencorajamento não é tanto os resultados obtidos mas os esforços mobilizados. A nossa fragilidade ensina-nos a contar muito mais com Deus e com a Sua misericórdia do que nas nossas próprias forças. Se continuarmos, apesar de tudo, a desanimar, será preciso talvez ver nisso um sinal de uma falta de confiança em Deus, ver uma forma de orgulho disfarçado?
- Que queres tu que eu faça por ti, pergunta o Senhor
-Que me ajudes, Senhor, durante as minhas quedas, a voltar rapidamente ao combate, pedindo ajuda aos santos que também eles mesmos se desencorajaram.
Traduzido de: http://www.caremedanslaville.org/date___2013-02-20
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