*** Sanctus...Sanctus...Sanctus *** E é importante apoiar-se numa comunidade ,mesmo que seja virtual,porque entre aqueles e aquelas que a compõem,encontram-se os que estão nos tempos em que o dia vai ganhando, pouco a pouco, à noite. Irm.Silencio

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Retiro do dia 17 de Fevereiro


Senhor, submete-nos à tentação, mas já agora, não a muita.

1Depois do Seu baptismo e Cheio do Espírito Santo, Jesus retirou-se do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto, 2onde esteve durante quarenta dias, e era tentado pelo diabo
Evangelho Segundo São Lucas, Cap 4, vers 1 e 2

«Porque te apressas assim? Ainda está noite, lá fora! Para além disso, hoje está muito frio. Tens tempo! Dorme um pouco mais!» Então eu atirei-me contra o tentador, escreveu o Rabino Naftali Ropshitz, e disse-lhe: «e tu que me falas neste momento, não estás já a trabalhar?»
Cristo , também ele, sofreu os ataques do tentador no começo da Sua missão e o mesmo talvez aconteça a si neste início de Quaresma. Apesar das suas boas decisões, já sente a resistência instalar-se em si: Porquê ler todas as manhãs estes textos, porquê jejuar ou, ainda, rezar? Se ainda não é o caso hoje, você verá que isso irá acontecer e é normal!
Quando Cristo sobe para a barca, a tempestade desencadeia-se de repente. A vida espiritual é, de facto, um combate em que o mais difícil não é tanto partir que durar.
Para vencer o assalto, é preciso primeiro começar por alguns exercícios e aprender a conhecer-se. A tentação pode ajudar-nos nisso. «como o bom soldado não tem medo do combate, escrevia o Cura d’Ars, o bom cristão também não deve de ter medo da tentação. Todos os soldados são bons na guarnição: é no campo de batalha que fazemos a diferença os corajosos dos covardes.» Quando eu combato todos esses desejos que me assolam, descubro as minhas fragilidades que merecem toda a minha atenção, mas posso também pôr em dia as qualidades escondidas que esperam a ocasião para se manifestarem. Sim, a tentação ajuda-me a ser verdadeiro comigo.
Para Jesus, houve três tentações que podemos facilmente recusar nas nossas próprias vidas. A pedra transformada em pão não nos remete ao nosso desejo desenfreado de a cada dia consumirmos mais?. Adão e Eva foram antigamente tentados por uma maçã. Olhe hoje para o seu iPhone, o seu computador. Não vê você uma outra maçã que vos também salivar e perder toda a noção? Se você não é fã das novas tecnologias, há muitas outras coisas, também tão inúteis, pelas quais irá gastar fortunas ou, pior ainda, tempo?

Quanto às tentações da glória e fama e aquela do “mergulho de anjo”, não se assemelham elas ao nosso desejo secreto de nos salvarmos com as nossas próprias forças? Porquê continuar a escutar esses sacerdotes que têm sempre o pecado na boca e que julgam a nossa vida quando sabemos muito bem por nós mesmos o que é bom e o que é mau para nós. Mas como então beneficiar da misericórdia e da ajuda de Deus se não nos reconhecemos pecadores?

Estas tentações enfrentadas voltam-nos, pelo contrário, para um Deus que descobrimos presente ao nosso lado, não como juiz, mas como aquele que luta connosco e que nos ergue quando caímos.

Neste combate libertador, veremos esta semana que é preciso conhecer as tácticas do tentador para melhor sabermos frustrá-las. A fuga e as recusas da temeridade serão por vezes necessárias. Mais ainda, ser-nos-á necessário aprender a ser paciente e cheios de misericórdia em relação a nós mesmos. Bom caminho!



4 comentários:

Ana Loura disse...

Ficou frutacores, lol

Maria-Portugal disse...

O que interessa é o conteúdo...e esse diz-nos muita coisa ...as cores dão mais expressão....:o)

vp disse...

Lol... bom Domingo a todos...

O retiro está a ser bom, acho que até mais terra-a-terra que os outros...!


Abraços no Pai...

Maria-Portugal disse...

A prova que sendo pó,não somos só isso é esta força,esta graça que Deus canaliza até nós,mesmo quando estamos mais abatidos e cinzentos....