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A lista dos meus desejos
«a água que Eu lhe der há-de
tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna.»
Evangelho
segundo São João, chapítulo 4, vers. 14
«Eu quero tudo. Agora e já.» A heroína do romance de sucesso «a lista dos meus desejos», Jocelyun G., empregada numa camisaria em Arrás, não está sujeita a esse frenesim do consumo que observamos à nossa volta. Os seus sonhos nunca tiveram nada de extraordinário até ao dia em que ela ganha a lotaria. Até que ela descobre que pode daqui em diante oferecer-se tudo, ela pergunta-se se não tem nada a perder. Ela faz, então, a lista dos seus desejos e questiona-se sobre o que verdadeiramente deseja. Os bens materiais para ela apenas têm uma importância relativa. Ela prefere cultivar as suas relações mais preciosas que o ouro para viver.
O tempo de Quaresma para nós é a ocasião de nos distanciarmos. Diferentes de Jocelyn pois não podemos oferecer-nos tudo; mas como ela, nós podemos nos interrogar sobre o que conta aos nossos olhos
Em vez de fazermos a lista dos nossos pecados, não poderíamos reflectir sobre os nossos desejos, sobre o que desejamos viver? Que forma de vida queremos privilegiar hoje? O jejum poderia então vir como um revelador. Privando-nos, aprendemos a desprender-nos, dos bens para cavarmos um vazio em nós mesmo, para deixar aparecer o que tem verdadeiramente valor. Nós deixamos aquilo a que pensamos estar presos para nos darmos à novidade que metemos no vazio que criámos, ao inesperado de Deus. Jejuar, é desapegarmo-nos para acolhermos. A privação faz-nos descer a nós mesmos, em profundidade. Lá, nós descobrimos que o ter não pode tudo transformar. O essencial está no receber.
traduzido de: http://www.caremedanslaville.org/

11 comentários:
Ele oferece-nos água... nós andamos à procura de pérolas...!
Quando é que entenderemos e acolheremos finalmente o que é veradeiro e necessário para matar a sede de Deus...!
Um santo fim de semana para todos...
Mas diga-nos, por favor, a+b o q "é verdadeiro e necessário" para matar essa sede ?
O Evangelho tem essas respostas... basta-nos abrir o coração ao ES... vai encontrar Irmã… sim, e muita água boa...
Tente uma nova experiência… (nada tem a perder…) ... leia o Evangelho mas agora como se fosse a sua 1ª vez na vida... tente esquecer o que já leu antes... comece tudo de novo como uma criança que confia e escuta... vai ver que tudo se faz novo…
… Ele disse: “pedi e não sabeis pedir…” …. eu acrescentaria…
… olhais mas não sabeis olhar … escutais mas não sabeis distinguir a voz do ES e a dos homens… tendes pão à mesa mas preferis ir comprar outro nos mercados dos homens… tendes abundantemente dessa ÁGUA para beber e andais a beber de torneiras…
…ai misericórdia Senhor… “….até quando estarei eu convosco, e até quando vos sofrerei? “ Mateus 17,17
… o Papa também já começou… (nunca é tarde)… bateu com a porta e foi VIVER….
Fizeram-me agora recordar esse eterno Nicodemos que existe em cada um de nós...
hummm.....pois,mas eu não sei olhar, nem ver...só entendo coisas muito claras e práticas...o que é beber das torneiras,o que é comer o pão da mercearia...?
Como ler ou ouvir o Evangelho como se fosse a primeira vez se já o li e ouvi algumas centenas de vezes? Como é um primeiro olhar?
Na prática, nesta vida, daqui e de agora, como se concretiza o nascer de novo aconselhado a Nicodemos ?
O espaço aqui é demasiado estreito para falar mais alargadamente sobre o tema, por isso deixei no meu blog.. não são respostas, (quem sou eu).. mas caminhos e partilhas sobre o que penso pessoalmente… sabe, também ainda sofro muito da tentação das “mercearias”.. é mais fácil comprar desse pão.. mas não haja dúvidas que aquele que é amassado e cozido em casa (no nosso coração) tem muito melhor sabor depois à mesa…
... sim.. todos os braços são bem-vindos para cozer tal pão... a comunidade-comunhão é importante e ajuda muito, mas o forno é sempre ÚNICO...
Li e reli o seu post no blog...e assalta-me uma dúvida...será que zerou o conta quilómetros do seu eu profundo para a "sola scriptura"???
É que no meu fraco entender há muitas torneiras q tb deitam uma água bem saudável ,canalizada da fonte,para nos ir aliviando a sede pelo caminho...ou não?
Acho eu,que não se pode ficar por apenas dizer que não se deve comer do pão das mercearias e da água das torneiras,com uma forma académica...é necessário tornar as palavras acessíveis a olhos e ouvidos humanos, que são os nossos, com exemplos práticos.Jesus tb o fazia.
Agradecida pela atenção.
Não Irmã, não “zerei o conta klms…” não existe espiritualidade verdadeira e possível sem que ela passe pela nossa humanidade… jamais poderia negar ou rejeitar esse mergulho no “Eu.Ser” verdadeiro e humano… isso seria viver uma espiritualidade desencarnada se apenas me situasse somente na Sagrada Escritura.…mas é inegável que na estrada que é a Vida, o “asfalto” onde temos que caminhar é o Evangelho… embora tudo e “… todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."Rom 8,28… … mas sempre ficará a interrogação: ….quais são verdadeiramente as nossas prioridades… e em que solos e em que lugar colocamos as nossas esperanças e luzes que nos levarão ao Pai…!?
Certamente que abunda ainda muita água por essas imensas torneiras que Deus vai nos fazendo abrir-beber nos encontros da vida… mal de nós se não existissem… e são muitas graças a Deus… assim como bom e saboroso pão… mas até esses estão famintos e sedentos… e buscam também mais água e pão… eles podem nos oferecer água e pão, mas nunca esqueça, só ELE nos pode matar a sede… as “dependências” só servem para nos tornar ainda mais frágeis e manipuláveis…!
Não fui nem sou “alérgico” ou anti-académico (teologias e afins…) das formas que nos desenham e aclaram as espiritualidades … sou sim muito cauteloso de tudo o que não vem confirmado pelo ES… e isso é acessível e fácil de perceber.. mesmo não O vendo… para isso basta-nos termos Jesus como chave hermenêutica para entender e ver(ificar) o que é genuíno e o que é de mão humana…(sei que isto é insuportável e escândalo para muitos, sobretudo os teólogos da ortodoxia mas é a única forma de não cairmos em ratoeiras e sermos arrastados na multidão…!)…
“Tornar as palavras acessíveis a olhos e ouvidos humanos…”… sim, mas sem cair em manipulações e desvios que são uma das causas da crise da Igreja… da Fé sobretudo…! E um coração cheio de Deus não precisa de falar muito, a sua vida é o Evangelho aberto… o Cristo real dos Evangelhos… esse é o melhor e o Anúncio mais fiável…
Por favor, não queria… não quero complicar.. só abrir caminhos… (desculpe se estou a ser mais sombra que luz)… o Evangelho é simples e sem complicações…
Não complica nada...nem pode ser nenhuma sombra e só há dependência se nos fixarmos em alguém ou num grupo...fora disso se abrirmos o leque a quem " tira do tesouro coisas novas e velhas" como disse Jesus para melhor O entendermos e O seguirmos e "nascer de novo" tb no que de novo e diferente o Evangelho nos traz, a cada dia , é sempre bom e salutar.
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