Vou navegando em águas profundas e silenciosas...com certa tristeza....porque uma comunidade não é um eremitério.
(auto-retrato)
«Caminho sem pés e sem sonhossó com a respiração e a cadência
da muda passagem dos sopros
caminho como um remo que se afunda.
os redemoinhos sorvem as nuvens e os peixes
para que a elevação e a profundidade se conjuguem.
avanço sem jugo e ando longe
de caminhar sobre as águas do céu».
de Explicação das Árvores e de Outros Animais (1998)
Daniel Faria
4 comentários:
Bom auto-retrato: uma obra da criação tranquila, ternurenta,discreta, atenta, inteligente como prova a sua adaptação ao meio... e paciente! Continua, peixinho, temos muito a aprender do muito que ensinas!
Bjnh,
Lila
A melhor presença que nos podem ofertar é aquela certeza de que mesmo ausentes, somos amados profundamente por aqueles que não vemos mas sentimos que as suas presenças nas nossas vidas fazem parte desse tesouro que o Pai nos deu…
“Ausente” mas sempre presente assim é o meu caminho no meio de todos vós…
Existe um tempo para tudo… e na secura do deserto aguardar com paciência e esperança que a fonte volte a jorrar um dia para que outros bebam e matem a sede da comunhão da nossa caminhada da alma também…
Posso e sei que carrego muito barro mas não duvide(m) do meu amor no Pai por todos…
Abraços no todo Misericordioso…
Deixa-me descansar no teu regaço,
Ó Mãe extremosa, em quem confio.
Deixa que te ofereça as minhas penas,
Os meus anseios e desgostos,
As minhas esperanças e desalentos...
Quanta solidão, por vezes, me reserva
O mundo agitado dos meus dias!
Não foras Tu, ó Mãe,
A quem iria?...
Para quê, tanta agitação sem Norte,
Tanta canseira e trabalho?...
Arrastam-me por caminhos e veredas,
Exigem de mim forças que não tenho.
Esperam confiantes
Proveito de seus anelos,
Como se em meu peito morasse
A felicidade que buscam... no vazio!...
Não foras Tu, ó Mãe...
A quem iria?...
Desfaleço, caio, levanto-me.
Galgam meus passos novamente a encosta
E cambaleio na berma do profundo.
Sinto medo.
Coragem que fenece...
Desisto e fujo.
Deixa-me descansar no teu regaço,
Ó Mãe extremosa,
Só em ti confio!
Não foras Tu, ó Mãe...
A quem iria?...
Buscar a Paz que me afaga,
O Amor que me tranquiliza,
A Esperança que me impele
Para a Fé de um amanhã em novo dia?!...
Deixa-me descansar no teu regaço.
Não foras Tu, ó Mãe...
Não foras Tu,
A quem iria?...
VS
1- Irmão, pode crer que é amado... pode crer que há olhos postos em si, não para "espiar", mas para cuidar, como fazem as mães...
2 - Lindo, V.S.! As mães também procuram a MÃE, chamam por ela, porque todos somos sempre filhos...
Um abraço a ambos!
Lila
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