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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Hoje valeu a pena ler o jornal: "Só Deus leva um homem de sucesso a ser sacerdote "

No meio de tanta notícia de desgraças vem uma da Graça
Duarte Guerra Pinto, Economista


Só Deus leva um homem de sucesso a ser sacerdote
por Rosa Ramos, Publicado em 27 de Outubro de 2009 em Ionline


Tinham carreiras perfeitas e, de um dia para o outro, resolveram tornar-se padres



Eles tinham tudo. Carreiras de sucesso, um futuro promissor. Um dia, quiseram mudar. A culpa não foi de nenhum desgosto de amor nem do desejo de conseguir um emprego para a vida. Garantem que foi, unicamente, "a vontade de Deus". Um professor de Físico-Química e um economista deixaram tudo e fizeram-se padres. Uma experiência religiosa - num mosteiro na Galiza e numa caminhada a Santiago de Compostela - mudou- -lhes a vida.
Carlos Silva licenciou-se em Química Aplicada em 1996. Depois de terminar o curso, aos 23 anos, facilmente conseguiu colocação. Deu aulas durante quatro anos, em quatro escolas da Grande Lisboa. Gostava de ensinar e nunca teve dificuldade "em ficar colocado perto de casa". Era um professor feliz. "Feliz e um pouco resmungão com um certo facilitismo do sistema de ensino", assente nas palavras de ordem '"passar, passar, passar", recorda. Por esses dias, sentia que tinha tudo - "paz na família", emprego e sonhos "com uma vida independente, talvez no Alentejo, dividida entre o ensino e a proximidade com a natureza". Só lhe faltava a namorada que, não sabe explicar porquê, nunca chegou. "Acho que nunca me envolvi emocionalmente", diz.
Até que um dia, no Verão de 1999, já com 27 anos, foi passar três dias a um mosteiro galego. Uma viagem "descontraída" que acabaria por lhe trocar as voltas. "Vi 30 homens que estavam entregues a Deus e cuja ocupação era rezar. Deram-me coragem para aceitar o desafio." A vontade depressa se transformou em decisão. E não era nova: lembra-se de um dia, em criança, dizer que queria ser padre. Um ano depois, já estava no Seminário de Caparide. "Foram sete anos de descoberta diária do discreto olhar de Deus", conta. Em Dezembro de 2006, quando o bispo lhe perguntou - "Prometes-me a mim e aos meus sucessores reverência e obediência?" - na celebração da ordenação de diácono, não teve dúvidas e rompeu com o passado. Mas tudo parecia difícil: "Ter de contar a decisão a tanta gente, ter de deixar o ensino, ter de voltar a estudar, apesar de ter gostado tanto do curso de Química." E a terrível dúvida: "E se depois o caminho não for por aqui?" As dúvidas estavam lá, porém: "Quis ver o que Deus queria de mim." Hoje, passa os dias recolhido no Seminário de Penafirme, no concelho de Torres Vedras. É prefeito, uma espécie de formador dos jovens seminaristas. E não tem dúvidas: "A mudança drástica assusta mais a quem não a faz." Perguntamos-lhe o que é ser padre. "Ser padre [pausa], ser padre é ser feliz."
Da Banca para o Seminário Duarte Guerra Pinto foi economista. Licenciou-se em Economia na Universidade Lusíada em 1996. Estagiou numa corretora independente do mercado de capitais. Foi aceite e ficou durante dois anos e meio. Depois tornou-se analista financeiro, lançou um novo projecto de gestão de activos para clientes particulares e saltou para a banca de investimento do Banco Espírito Santo. Acabou por não conseguir entrar no quadro da empresa - foi aí que considerou o seminário como opção de vida e trocou o fato e a gravata pelo sacerdócio. Mas hoje, quase dez anos depois, recusa dizer que escolheu ser padre. "Não tomei a decisão de ser padre, mas de ir para o seminário", esclarece. A decisão "foi um processo e não propriamente um momento".
Tinha 27 anos quando fez uma caminhada a Santiago de Compostela com um grupo de amigos. O que experimentou - "a vida de Deus e do Seu amor através de Maria no meu meu coração empedernido e calculista" - já o tinha sentido antes, em 1998, quando participou numa peregrinação a pé entre Estoril e Fátima. "Descobri-me a mim mesmo, aos outros e ao mundo."
A resposta final teve-a no México, quando um padre, no final de uma missão de evangelização que durou um mês, lhe disse que deveria seguir o sacerdócio. O que se seguiu, recorda, foi "um ano de discernimento intensivo". Para trás, deixou tudo - sobretudo as namoradas. Confessa que até começou a namorar "muito cedo". O primeiro namoro foi o que durou mais tempo, da 1.a à 4.a classe.
Hoje, é padre há dois anos, em Benfica. "De que sinto mais falta? De encontrar uma regra e disciplina. Ainda estou à procura." O chamamento só chegou aos 30 anos. "Ainda fui a tempo", garante.
Tags:
religião, padre, sacerdote, deus

8 comentários:

Maria - Portugal disse...

Rm 14,17-19

O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas é justiça e paz e alegria no Espírito Santo. É servindo a Cristo, dessa maneira, que seremos agradáveis a Deus e teremos a aprovação dos homens. Portanto, busquemos tenazmente tudo o que contribui para a paz e a edificação de uns pelos outros.


Esta comunhão de uns com os outros,amparando-nos nas dificuldades e trabalhos creio tb fazer parte do Reino.

Mas agora até saber melhor as causas de uma tensão ocular preocupante terei que fazer uma pausa aqui da nossa comunhão.

Assim desculpem o meu silêncio!!

Obrigada, Ana, pelo partilha que nos estimula a esperança!

Rezo para que se mantenha a luz acesa em 1 de Novembro de 2002.Deus nos ajude e guarde e faça brilhar sobre nós,todos e todas a Sua adorável face!

ladoalado disse...

Estes são os escolhidos, entre os chamados. Escolhidos de tal modo, que nada pode sobrepor-se à voz que chama... Feliz Igreja (todo o rebanho de Cristo que integramos)que tais servidores tem.

As melhoras, Maria! Volta em breve.
Bjnh!

vp disse...

É pena…! É pena como resiste ainda tanto no nosso “meio” ou se calhar “gueto” cristão, essa ideia de que um Pai, ainda por cima aquele a quem dizemos ser Deus, possa ter ou fazer “escolhas” entre os seus filhos…!

Todos são chamados… todos… cada um a seguir o CAMINHO, não um projecto mais humano ou menos humano a que denominamos “vocação”…. a única chamada é a que Deus nos chama ou um Pai nos chamaria, que é a sermos felizes, o resto, são tudo meios.. E não está em questão se são mais válidos ou menos válidos… cada um sabe as forças e o caminho que o ajudará a aproximar-se melhor dos braços do Pai que jamais faria excepções com os filhos… ao contrário do que todos nós fazemos, seja mais conscientes ou menos conscientes…

E já agora, servir só tem uma razão, a do Amor… digam-me lá se um Pai que ama faria escolhas entre dois mesmos filhos… só na cabeça do homem existe tal absurdo… quem ama, ama incondicionalmente, sem todos esses calculismos tão humanos…

Abraços fortes… deste que jamais se sente ou deseja ser um escolhido, mas sim que sente e apenas deseja ser amado… incondicionalmente…

vp disse...

….e quando se é AMADO...incondicionalmente, sem qualquer tipo de trocas… nasce em todo o que assim foi Amado, a mesma força, vontade e desejo de amar os outros também... isso sim, é aquilo a que o PAI nos chama a todos, sem excepções... nunca esquecer que o sacerdócio é de todos e para todos…

“Mas vós sois geração eleita, sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.” I Pe 2:9

Fora-da-lei disse...

Concordo com o comentário do VP sobre o "gueto " ou a "elite" que os humanos teimam em seleccionar acerca dos "escolhidos",quando importa é aquilo que abunda no coração de cada vivente.
Sim, ainda estamos muito longe do incondicional AMOR DO PAI,e de como somos amados!...os passos e, o coração do Mestre continuam em direcção ao poço de Jacob, a pedir ÁGUA...

Víctor Sierra disse...

Quando prestei serviço na EPA - Vendas Novas, um jovem aspirante a oficial miliciano, licenciado em engenharia química, disse que findo o serviço militar ingressaria no seminário diocesano do Porto. Desejava ser sacerdote. Hoje é o responsável pelos alunos no seminário maior da Diocese. É o P. Joaquim Santos. Deus seja bendito!

Maria - Portugal disse...

Somos todos consagrados,pelo baptismo ,ao AMOR FORMOSO,ao sacerdócio real...mas nas margens do lago, Jesus chamou alguns ,em disponibilidade mais completa, para o nosso serviço. .Continua a fazê-lo.

Mateus 4 18. Caminhando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.
19. E disse-lhes: Vinde após mim e vos farei pescadores de homens.
20. Na mesma hora abandonaram suas redes e o seguiram.
21. Passando adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam com seu pai Zebedeu consertando as redes. Chamou-os,
22. e eles abandonaram a barca e seu pai e seguiram-no.



Graças a DEus, pois permite-nos receber o pão da Vida!

ladoalado disse...

Lamento, mas a afirmação: "muitos serão chamados, mas poucos escolhidos" não é minha, está em Mt 22,14 e, no meu exemplar da Bíblia de Jerusalém, consta ainda em nota de pé de pág. à asserção "Assim os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos", Mt 20,16.
Estava apenas a pensar em "escolhidos para o sacerdócio", mas se feri a susceptibilidade de alguém, peço desculpa, pois não era essa a intenção...